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20 outubro 2026

A luta do pivô Brenão para sair dos 251kg e brilhar no futsal: "Eu falava de mim como se estivesse morto"

 

O peso da morte precoce do pai, quando tinha apenas cinco anos, refletiu na balança pouco mais de duas décadas depois na vida de Breno Eduvige: 251 kg de uma silenciosa depressão que o levou à obesidade.

Aquela criança sofreu calada durante anos com a perda, tendo no futsal a sua principal companhia na ausência do grande parceiro. Breno seguiu a vida, casou e viu no nascimento das filhas a pressão pela incerteza de conseguir ser o pai que um dia teve por tão pouco tempo.

– Na infância, meu refúgio foi a bola. Ficava o dia todo na rua. Não tinha a dimensão da falta que ele faria. A depressão foi diagnosticada perto da pandemia. Eu estava ganhando muito peso. Quando minha primeira filha nasceu, estava com 150 quilos. Um ano depois, na segunda filha, 180. Em 2020, bati os 200 quilos.

– Comecei a fazer terapia e entendi que havia uma lacuna enorme pela ausência do meu pai. Hoje, com três anos de terapia, vejo que, se ele estivesse aqui, talvez minhas decisões tivessem sido mais sábias. Faço sessões semanalmente. Sem elas, não suportaria a exposição da internet e os julgamentos – conta Brenão.

Atualmente, Brenão joga futsal profissionalmente pelo Botafogo, que disputa o campeonato estadual. Paralelamente, aposta na carreira de influenciador, mostrando a rotina de emagrecimento para mais de 1 milhão de seguidores em apenas uma rede social.

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