O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu
nesta sexta-feira, 23, manter o veto à participação de Tifanny Abreu na
Superliga Feminina de Vôlei. A decisão contrária à atleta levou à derrubada da
liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro, que havia autorizado sua
participação nos jogos do Osasco enquanto o caso era analisado.
Segundo o ge, os advogados da jogadora pretendem pedir uma
nova avaliação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e dar
continuidade à disputa na Justiça comum. Com o resultado do julgamento
desportivo, Tifanny fica sujeita à restrição imposta pela Confederação
Brasileira de Voleibol (CBV).
O STJD sustentou que a CBV tem autonomia para atualizar os
critérios de elegibilidade das atletas nas competições sob sua organização.
Para o tribunal, o fato de Tifanny ter disputado temporadas anteriores, possuir
contrato profissional com o Osasco e já ter sido autorizada a jogar não impede,
por si só, a adoção de novas regras.
A liminar favorável à jogadora havia sido concedida em 16 de
outubro pela 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro. A medida determinou que a CBV
permitisse sua participação na Supercopa e na Superliga, sob pena de multa de
R$ 5 mil por partida em caso de descumprimento.
Com a autorização provisória, Tifanny entrou em quadra na
decisão da Supercopa Feminina, contra o Praia Clube, e também participou da
estreia do Osasco na Superliga, diante do Brasília. A equipe paulista
conquistou a Supercopa ao vencer por 3 sets a 0.
O caso começou após a CBV anunciar, em agosto, novos
critérios de elegibilidade para as competições femininas. A entidade passou a
restringir a participação na categoria a atletas do sexo biológico feminino,
com previsão de avaliação genética relacionada ao gene SRY, associado ao
desenvolvimento sexual masculino.
A mudança atingiu diretamente Tifanny, de 41 anos, que atua
no vôlei feminino brasileiro desde 2017 e defende o Osasco desde 2021. Antes da
alteração, a atleta disputava as competições nacionais sob as regras de
elegibilidade então vigentes.
A confederação justificou a revisão dos critérios com o
alinhamento às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e de entidades
internacionais do voleibol.
Redação BandSports

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