23 outubro 2026

Lula e Flávio entregam permissões para abrir sigilo, mas não divulgam dados

 


As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) compareceram na noite de ontem (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para entregar procurações que permitem quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos dois candidatos

Entretanto, até agora não foram divulgados ao público documentos sobre movimentações financeiras, evolução patrimonial e conversas no celular dos candidatos e de pessoas e empresas ligadas a eles.

E não há previsão para isso acontecer antes do debate da TV Globo, o último da corrida eleitoral, que acontece na noite de hoje

PT insiste Mendonça como "árbitro"

A campanha de Lula foi a primeira a comparecer ao TSE e entregar um malote de documentos físicos. Segundo apurou o UOL, esses arquivos eram principalmente procurações e autorizações para a Justiça Eleitoral fazer a quebra do sigilo em cada conta bancária e números de telefone de Lula, dos familiares e do instituto.

Na procuração, a campanha do candidato à reeleição pediu que o ministro André Mendonça, vice-presidente do tribunal, assuma o "papel de árbitro" para validar as informações. "Pede-se que execute o acordo, como terceiro imparcial, para que a documentação chegue ao eleitor com fidelidade, integridade e ao mesmo tempo para ambos, com absoluta confiança para o principal árbitro do pleito, Sua Excelência, o eleitor brasileiro."

PL cobra dados que não estão no acordo

Na madrugada, foi a vez do PL. Ao entregar a documentação, a defesa de Flávio voltou a cobrar de Lula a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República.

Esse pedido já havia sido feito pelo partido, mas não fazia parte do acordo a que chegaram representantes das duas campanhas mais cedo. O governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, manteve o sigilo dos cartões até o fim do mandato, em 2022, apoiando-se em um trecho da LAI (Lei de Acesso à Informação). Os sigilos só caíram no primeiro mês do governo Lula, em janeiro de 2023.

Além disso, a campanha de Flávio argumenta que não cabe a Mendonça atuar no caso, pois se trata de um "instrumento político", e não de uma questão jurídica.

Fonte:UOL

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