Entretanto, até agora não foram divulgados ao público documentos sobre movimentações financeiras, evolução patrimonial e conversas no celular dos candidatos e de pessoas e empresas ligadas a eles.
E não há previsão para isso acontecer antes do debate da TV Globo, o último da corrida eleitoral, que acontece na noite de hoje
PT insiste Mendonça como "árbitro"
A campanha de Lula foi a primeira a comparecer ao TSE e entregar um malote de documentos físicos. Segundo apurou o UOL, esses arquivos eram principalmente procurações e autorizações para a Justiça Eleitoral fazer a quebra do sigilo em cada conta bancária e números de telefone de Lula, dos familiares e do instituto.
Na procuração, a campanha do candidato à reeleição pediu que o ministro André Mendonça, vice-presidente do tribunal, assuma o "papel de árbitro" para validar as informações. "Pede-se que execute o acordo, como terceiro imparcial, para que a documentação chegue ao eleitor com fidelidade, integridade e ao mesmo tempo para ambos, com absoluta confiança para o principal árbitro do pleito, Sua Excelência, o eleitor brasileiro."
PL cobra dados que não estão no acordo
Na madrugada, foi a vez do PL. Ao entregar a documentação, a defesa de Flávio voltou a cobrar de Lula a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República.
Esse pedido já havia sido feito pelo partido, mas não fazia parte do acordo a que chegaram representantes das duas campanhas mais cedo. O governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, manteve o sigilo dos cartões até o fim do mandato, em 2022, apoiando-se em um trecho da LAI (Lei de Acesso à Informação). Os sigilos só caíram no primeiro mês do governo Lula, em janeiro de 2023.
Além disso, a campanha de Flávio argumenta que não cabe a Mendonça atuar no caso, pois se trata de um "instrumento político", e não de uma questão jurídica.
Fonte:UOL

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