29 de janeiro de 2018

Cavalo não aguenta e cai de fome e sede, enquanto dono tomava cachaça em Caicó


Os maus tratos foram flagrados em um bar do Paulo VI e registrado na Delegacia de Polícia Civil pela Polícia Ambiental. O agressor foi identificado pela própria filha, que se disse dona do animal, porém ele não foi localizado.

Vaqueiros, agricultores e amantes da montaria participam de eventuais cavalgadas demonstrando sua fé e devoção através de eventos religiosos. A Cavalgada de Sant’Ana é um dos principais exemplos e que deu início a esta tradição na cidade de Caicó. Entretanto, vez ou outra, acontece do ‘bicho homem’ pensar apenas em si mesmo e esquecer que os animais também são seres vivos e necessitam de água, comida e repouso.

O blog Caicó na Rota da Notícia entrou em contato com a Companhia Independente de Proteção Ambiental – CIPAM – e conseguiu detalhes sobre os fatos. A população informou a Polícia Ambiental que um cidadão tinha ido para a Cavalgada de ‘São Sebastião’ padroeiro do bairro Recreio, chegou no bar de nome ‘Passa e Bebe’, localizado em frente ao CAIC no bairro Paulo VI, e amarrou o cavalo na cerca aonde ele permaneceu a tarde toda e, quando foi saindo ele botou o cavalo próximo as mesas. O dono do bar pediu para ele retirasse o animal dali devido ao risco do animal defecar ou mesmo vir a machucar alguém.

Neste momento o dono montou no cavalo e deu com as esporas no vazio do animal que não aquentou e caiu de fraqueza. O acusado teria começado a chutar, a dar chicotas no animal, ou seja, a espancá-lo, ao ver que o cavalo não tinha condições para levantar-se ele tirou a cela do animal e se evadiu, foi embora.

Populares sensibilizados com a situação do pobre animal, começaram a molhar o cavalo e a fazer massagem. Com muita luta ele conseguiu se levantar, e deram água para ele beber. ‘Ele bebeu muita água, era fraqueza mesmo do cavalo‘, disse uma testemunha.

Seguindo o paradeiro do acusado a Polícia Ambiental realizou diligências e não conseguiu localizá-lo. Retornando ao bar, os policiais encontraram uma mulher que se disse filha do acusado que se chama ‘Gilmar‘ e possui um loteamento no Sabugi, zona Rural de Caicó.

Ela assumiu ser a dona do animal, se prontificou a ir a DP para os procedimentos cabíveis e providenciou a condução do cavalo até um loteamento da Vila do Sabugi, pertencente a família. A mesma também disse que foi dado comida e água ao animal e ele foi levado para o sítio. O acusado, Gilmar, será intimado a comparecer na Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos e responderá pelo crime de Maus Tratos.

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