4 de janeiro de 2016

Dólar sobe forte na primeira sessão do ano e fecha acima de R$ 4


O dólar fechou acima de R$ 4 nesta segunda-feira (4),  no primeiro dia de negócios do ano de 2016. A moeda subiu forte porque o mercado busca ativos considerados mais seguros – como o dólar – conforme crescem as preocupações com a economia da China. Mais cedo, uma pesquisa mostrou que a indústria do país asiático teve o 10º mês seguido de queda em dezembro.

O dólar operou em alta na maioria dos mercados. No Brasil, no entanto, a variação é mais acentuada por conta das tensões econômicas e políticas do país. Por aqui, os economistas dos bancos projetaram uma inflação mais alta e uma queda mais acentuada do PIB este ano, informou o Banco Central nesta manhã.
A moeda norte-americana subiu 2,18%, a R$ 4,0339 para venda. Veja a cotação do dólar hoje.Este é o maior valor desde setembro de 2015, quando, no dia 29, a moeda fechou cotada a R$ 4,0591.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 1,99%, a R$ 4,0267
Às 9h29, alta de 2,83%, a R$ 4,0601
Às 9h49, alta de 2,48%, a R$ 4,0459
Às 10h, subia 2,41%, a R$ 4,0432
Às 10h19, subia 2,37%, a R$ 4,0417
Às 11h09, subia 2,33%, a R$ 4,0403
Às 11h30, alta de 2,09%, a R$ 4,0307
Às 11h50, subia 2,39%, a R$ 4,0424
Às 12h19, subia 2,05%, a R$ 4,0291
Às 12h59, subia 2,14%, a R$ 4,0325
Às 13h46, subia 2,32%, a R$ 4,0396
Às 14h15, subia 2,31%, a R$ 4,0392
Às 14h59, subia 2,93%, a R$ 4,0637
Às 15h39, subia 2,77%, a R$ 4,0577.
Às 16h33, subia 2,47%, a R$ 4,0456.

"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu à Reuters o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.

A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O resultado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" (regra para evitar baixas maiores) pela primeira vez e suspendeu os trabalhos, fechando com queda de quase 7%.

No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudava a acentuar as altas, com o recesso noCongresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do país.

Entre as medidas a serem analisadas está a retomada da CPMF, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. Ela é necessária, nos cálculos do governo, para fechar o ano com a meta de superávit primário (a economia feita para o pagar os juros da dívida) para o setor público consolidado equivalente a 0,5% do PIB.

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