20 de janeiro de 2016

Contaminação com Zika Vírus pode aumentar no carnaval, diz infectologista


As grandes aglomerações de pessoas, o aumento das chuvas, lixo nas ruas e consequentemente crescimento dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, pode aumentar os riscos de contaminação do Zika Vírus nesse período de carnaval. A explicação é da infectologista do Hospital Giselda Trigueiro, Roberta Dantas.

Segundo a infectologista, a multiplicação do mosquito pode resultar no aumento das doenças que ele transmite. Apesar do alerta para o período carnavalesco, a doutora ressalta que o maior cuidado tem que ser feito nesse período de chuvas. “Quanto mais chuva, mais criadouros disponíveis e consequentemente mais probabilidade deles se proliferarem”, conta.

“O carnaval em si não tem nada de diferente dos outros períodos, é um período chuvoso, quente. Esse problema todo é uma questão do período do ano. As pessoas ficam mais expostas e isso pode cooperar”, relata.

Roberta Dantas acrescenta que “em geral, a epidemia de Zika deve acompanhar a epidemia da dengue, exatamente por causa dos mosquitos”.

De acordo com a infectologista, a prevenção é a chave para o combate ao transmissor da doença. “Tem que haver controle dos focos. O que as pessoas têm que se conscientizar é que essa epidemia é um problema social”, destaca.

Questionada sobre o número dos casos, ela disse que “A tendência é piorar”.

“Não temos mais dados por falta de diagnostico, imagine o pessoal dos interiores mais longínquos? A tendência é descobrirmos mais casos. Com o aumento das chuvas e pouca ajuda da população, a situação está preocupante. Não tem como a gente achar que isso vai ter controle desse jeito”, afirma Roberta.

“Sempre vai ter alguém agindo errado e talvez isso é o que seja mais difícil de conscientizar. A gente tira pela quantidade de lixo na praia. Se continuar assim vamos ter uma geração de crianças sequeladas. Estamos diante de uma guerra muito injusta”, comenta.

Sobre as vacinas que combatem as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a doutora falou das dificuldades. “A vacina ainda vai demorar no mínimo uns quatro anos para começar a fazer testes em humanos. Ainda se estão estudando a biologia do vírus, para depois fazer testes nos animais e posteriormente nos humanos. A da dengue, por exemplo, já está sendo estudada há 20 anos no Brasil. Não é fácil”, explicou.

Acerca dos cuidados no período de veraneio e das aplicações do protetor solar e repelente, a médica ressaltou que é essencial ter cuidado com a ordem de aplicação. “Primeiro o protetor solar nas áreas expostas e 15 minutos depois ou após secar, o repelente. Ele tem que ser o ultimo a ser aplicado”, esclarece.

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