29 de dezembro de 2015

Arco de Palmira que sobreviveu ao EI será replicado em Londres e NY

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O arco de 15 metros de altura é uma das poucas partes que restam do templo de Bel, de 2.000 anos de idade, na cidade síria. Ele foi quase completamente destroçado pelos combatentes do EI quando destruíram Palmira sistematicamente, este ano.

A construção de uma réplica será a peça central de uma série de eventos relacionados à Semana do Patrimônio Mundial, prevista para abril, que tem como tema réplica e reconstrução. Também vem sendo descrita como um gesto de desafio contra tentativas de extremistas religiosos de apagar a história pré-islâmica do Oriente Médio.

Fundado em 32 d.C., o templo de Bel era consagrado ao antigo deus mesopotâmico Bel e formava o centro da vida religiosa em Palmira. Assim como aconteceu com muitos templos antigos, o local foi convertido em igreja cristã durante a era bizantina e depois em mesquita, quando os árabes levaram o Islã à região.

Conhecida como a Pérola do Deserto, Palmira —que significa cidade das palmas— encontra-se 210 km a nordeste de Damasco. Antes de o conflito sírio começar em 2011, mais de 150 mil turistas visitavam a cidade anualmente.

O templo de Bel era considerado uma das ruínas mais bem preservadas de Palmira, até a confirmação da sua destruição em agosto. No início do mesmo mês, o grupo decapitou Khaled al-Assad, um arqueólogo sírio de 82 anos que cuidava das ruínas de Palmira havia quatro décadas, e pendurou seu corpo em público.

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