14 de novembro de 2015

Estado Islâmico reivindica atentados em Paris


O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado os ataques que deixaram pelo menos 128 mortos em Paris, em um comunicado publicado na internet.

"Oito irmãos usando cintos explosivos e armados com fuzis atacaram locais cuidadosamente escolhidos, no coração de Paris", afirma o comunicado. "Que a França e aqueles que seguem seu caminho saibam que permanecerão entre os alvos do Estado Islâmico", acrescentou a organização extremista sunita.

Segundo o comunicado, os ataques de Paris seriam uma resposta aos "bombardeios contra os muçulmanos em terras do califado", um termo geralmente utilizado para designar as regiões do Iraque e da Síria controladas pelo EI.

A França, que participa de uma coalizão internacional, realiza ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque e na Síria.

Ato de guerra
Mais cedo, neste sábado, o presidente francês, François Hollande, já havia acusado o grupo jihadista de ser responsável pelos ataques realizados na sexta-feira à noite em Paris, e classificou a ação como um “ato de guerra”. 

"O que aconteceu ontem foi um ato de guerra (...) que foi cometido pelo Daesh (acrônimo em árabe de EI). Ele foi preparado, organizado, planejado no exterior, com cúmplices internos que a investigação deverá estabelecer", disse Hollande durante uma breve declaração no palácio do Eliseu.

O presidente francês, que acabara de se reunir com um conselho de defesa no qual participaram os principais ministros do governo, denunciou "um ato de barbárie absoluta". "A França será implacável", assegurou, indicando que "todas as medidas para assegurar a segurança dos cidadãos serão tomadas como parte do estado de emergência" decretado à noite. 

"As forças de segurança internas e o exército estão mobilizados no mais alto nível de suas possibilidades" e "todos os dispositivos de segurança foram reforçados", assegurou. "As famílias estão sofrendo. O país está despedaço", declarou o chefe de Estado, antes de anunciar a sua decisão de estabelecer um luto nacional de três dias. 

Ele também anunciou que falará na segunda-feira ante o Parlamento francês reunido em Congresso em Versalhes, perto de Paris, "para unir a Nação nesta provação".

"O que estamos defendendo é a nossa pátria, mas é muito mais do que isso, são os valores da humanidade e a França vai assumir as suas responsabilidades", declarou solenemente François Hollande, que chamou os franceses "a se unir e manter o sangue frio".

Portal da Band

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