15 de setembro de 2015

O afastamento de Dilma será um mau negócio para Robinson

O governador Robinson Faria participou do jantar da presidente Dilma com os governadores da base aliada ao governo federal.

O governador Robinson Faria (PSD) cumpriu ontem (14) seu papel de aliado da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele participou do jantar com os governadores alinhados ao Palácio do Planalto.

A presidente serviu um pacote econômico indigesto aos governadores: anunciou a proposta de volta da CPMF - a contribuição sobre a movimentação financeira - sem a divisão com Estados e municípios.

Não se tem notícia de que alguém chiou após o anúncio da presidente. Se levarmos em conta o estilo dela, Dilma falou, falou, falou, e não deu ouvidos a nenhum dos convidados.

O governo da presidente anunciou cortes de R$ 26 bilhões, mas quem vai pagar a conta do buraco nas contas públicas é a sociedade na forma de mais impostos [CPMF] que podem somar R$ 40 bilhões. O que deve agravar a recessão no país.

Ao ver a foto de Robinson no jantar da presidente perguntei aos meus botões:

Como ficará a vida do governador num eventual afastamento [seja por renúncia ou impeachment] da presidente Dilma? [Qualquer pessoa medianamente informada discute a possibilidade hoje]

Deve fica complicada. Robinson é do PSD, partido de Gilberto Kassab, avalista da presidente Dilma. Se Dilma se afastar ou for impedida de governar deverá assumir alguém do PMDB, provavelmente o vice Michel Temer.

O PMDB não morre de amores por Gilberto Kassab, e o partido é adversário de Robinson no Estado.

Se Temer assumir a presidência, o político mais forte do Estado será Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo, inimigo político de Robinson nos dias atuais.

Se a Lava Jato não atrapalhar a vida de Henrique, o líder do PMDB dará as cartas no cenário local. A Robinson restará se compor com os peemedebistas, ou amargar uma relação difícil, ou talvez distante, do poder central.

Algo parecido como o que ocorreu com Rosalba Carlini: uma governadora do DEM que vivia das migalhas e da boa vontade de um governo do PT.

Portanto, se Dilma cair será um mau negócio Robinson. Para o governador norte-rio-grandense, sem dúvida, o melhor é Dilma encerrar o mandato em 2018.

Blog do Diógenes Dantas

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