30 de setembro de 2015

Despedida do garoto assassinado pelo pai é marcada por muita emoção

Amigos, familiares e conhecidos prestaram solidariedade à mãe de Felipe, no Centro de Velório São José, em Lagoa Seca.

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Choro, gritos e muita emoção. Essas foram as marcas do velório do menino Felipe Furtado Neri, de três anos, morto pelo próprio pai, Adriano Benvenido Neri, na madrugada desta quarta-feira (30). A mãe do garoto estava todo tempo abraçada com uma almofada de pelúcia, sendo confortada pelos parentes e amigos.

O velório aconteceu no Centro de Velório São José, em Lagoa Seca. Amigos, familiares e conhecidos estavam no lugar para prestar as últimas homenagens e dá adeus ao garoto.

Visivelmente abalada pela tragédia, a mãe do garoto, expressava em lágrimas as dores que as palavras não conseguem traduzir e preferiu não comentar o caso.

A professora de informática de Felipe, Daliana Carvalho, também estava no local e falou sobre o menino. “Ele era uma criança maravilhosa, uma criança feliz, que vai deixar saudades”, disse.

De acordo com informações de um segurança do Centro de Velório São José, que não quis ser identificado, Adriano Benvenido foi enterrado no Cemitério de Nova Descoberta. “O carro que levava o corpo dele [Adriano] parou aqui na funerária ao lado. Eles compraram flores. Perguntei ao motorista e ele me disse que estava indo para o Cemitério de Nova Descoberta”, relata.

Adriano Benvenido Neri, de 36 anos, matou o filho, Felipe Furtado Neri, de apenas três anos com dois tiros em um condomínio localizado na rua Maxaranguape, no bairro do Tirol, na madrugada desta quarta-feira (30). Logo após o assassinato da criança, Adriano cometeu suicídio.


A polícia não descarta outra hipótese, mas ressalta que as atuais evidências levam a linha de investigação a definir o crime como homicídio seguido de suicídio. “Não descartamos nenhuma hipótese, porém a mais forte até agora é a de homicídio seguido de suicídio. Até o momento é o que está se desenhando. As evidências levam a esse cenário”, disse Fábio Rogério.

Segundo informações da polícia, os pais da criança estavam em processo de separação e a guarda da criança estava com a mãe. Na terça-feira (29), Adriano tinha pedido para passar o dia com o filho e quando a mãe ligou a noite para pegar a criança, o homem não atendeu.

Apesar da motivação do crime ainda não ter sido confirmada, uma amiga da família, entrevistada pela equipe do Nominuto.com, relatou que a mãe de Felipe já havia se separado há alguns meses, mas estava sofrendo por causa do ciúme possessivo do ex-marido.

“Eu estive com ela há alguns meses e na ocasião ela falou muito sobre os problemas que a separação do marido estava causando”, contou a amiga que não quis se identificar.

O delegado Fábio Rogério, disse que as investigações estão apenas começando e que ainda serão ouvidos os familiares, amigos, vizinhos e porteiros para serem tiradas todas as dúvidas sobre o que de fato teria motivado o crime.


O sepultamento de Felipe aconteceu às 18h no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, Parnamirim e reuniu familiares, amigos, conhecidos e pessoas que ficaram chocadas com o caso. 

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