26 de agosto de 2015

Líder do governo fala em 'investigação seletiva' do TSE em ação contra Dilma


Os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e do PT, Sibá Machado (PT-AC), criticaram nesta quarta-feira (26) a posição da maioria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter uma ação apresentada pelo PSDB que pede a impugnação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

Em entrevista a jornalistas, Guimarães disse que há uma “investigação seletiva” dos partidos. Já Sibá Machado afirmou que o TSE dará um “passo atrás” se mantiver o processo.

Após os votos de quatro ministros pela continuidade da ação contra Dilma e Temer, ojulgamento no tribunal foi interrompido na noite desta terça (25) por um pedido de vista da ministra Luciana Lóssio. A retomada, com a decisão final da Corte, ainda não tem data para ocorrer. Até o fim do julgamento, os juízes que já votaram podem mudar o voto, o que é raro ocorrer.

Perguntado sobre os votos da maioria do TSE, José Guimarães afirmou que Dilma fez do combate à corrupção uma “política de Estado” e  “não tem que se preocupar com investigação nenhuma”.
“Uma observação como deputado federal: deveria se investigar tudo. Por que que alguém doa para alguém é crime e para o outro não é? Quer dizer que é uma apuração seletiva? A presidenta Dilma já teve contas aprovada pelo TSE. Essa agenda é a chamada de que quanto pior, pior. Não é nem quanto pior melhor”, completou o líder do governo.

Já Sibá Machado disse ver “com tristeza” a posição expressada pela maioria dos ministros do TSE. “Este é um assunto que o TSE, que já julgou e aprovou as contas da president por unanimidade, dá um passo atrás”, declarou.

A ação que tramita no TSE, de autoria do PSDB, aponta abuso de poder político, econômico e fraude na campanha do PT do ano passado, o que, segundo os tucanos, tornaria "ilegítima" a eleição de Dilma. A acusação mais grave fala de "financiamento de campanha mediante doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas", suspeita investigada na Operação Lava Jato.

A ação foi protocolada em fevereiro e arquivada no mesmo mês pela relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura. O julgamento atual se dá sobre um recurso do PSDB para reverter o arquivamento e manter a ação em andamento.

G1

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