10 de agosto de 2015

Brasil se despede do Mundial de Kazan com sete medalhas

Bruno Fratus conquistou o bronze nos 50m livre, uma das sete medalhas brasileiras
Bruno Fratus conquistou o bronze nos 50m livre, uma das sete medalhas brasileiras

Acabou nas eliminatórias deste domingo (9) a participação do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia. Serão disputadas oito finais da natação à noite (a partir das 11h30 de Brasília), mas em nenhuma dela haverá a presença de nadadores brasileiros. Dois deles, aliás, sequer tentaram. Depois de Guilherme Guido abrir mão de nadar o desempate dos 50m costas, no sábado (8), Thiago Simon não apareceu para participar dos 400m medley, neste domingo.

Diferente das provas de 50, 100 e 200 metros, nas que têm 400 metros ou mais há apenas duas etapas: eliminatória e final, sem semifinal. Nos 400m medley, Thiago Pereira tinha índice, mas nem se inscreveu para nadar o Mundial. O mesmo para Brandonn Pierry, garoto que herdou o ouro no Pan, mas não foi a Kazan para tentar o título mundial júnior em Cingapura. Caso tivesse feito o mesmo tempo na Rússia, seria finalista.

O único brasileiro balizado era Thiago Simon, que não apareceu para nadar. De acordo com a comissão técnica, ele fez polimento (preparação física específica) para os 200m peito em Toronto, prova que o corintiano venceu no Pan. Para não nadar os 400m só por nadar, preferiu se poupar.

A decisão é explicada pelo fato de que o 400m medley é entendida como a prova mais cansativa da natação, porque exige velocidade, resistência e utilização de mais músculos do corpo, uma vez que contempla quatro estilos de nado. O próprio Thiago Pereira, medalhista olímpico, evita nadar a prova.

No feminino, Joanna Maranhão não conseguiu repetir o resultado de Toronto. Ela fez 4min44s40, mais de seis segundos acima da marca do Pan e melhor tempo da carreira, e terminou apenas no 19º lugar dos 400m medley, prova na qual foi finalista olímpica em Atenas, há 11 anos. Para repetir o feito em Kazan, precisaria igualar o que fez no Pan, algo complicado para quem poliu para Toronto.

Como as provas de natação deste domingo fecham o Mundial de Esportes Aquáticos, o Brasil já encerrou sua participação no evento. Ganhou sete medalhas, sendo quatro em provas que não são olímpicas: ouro na maratona aquática feminina 25km, com Ana Marcela Cunha, e prata com a equipe mista de maratona aquática (Ana Marcela, Diogo Villarinho e Allan do Carmo), com Nicholas Santos nos 50m borboleta e Etiene Medeiros nos 50m costas.

Outras três medalhas foram obtidas em provas olímpicas: prata para Thiago Pereira nos 200m medley, bronze para Bruno Fratus nos 50m livre e bronze para Ana Marcela Cunha na prova de 10km da maratona aquática.

É um resultado inferior ao obtido no Mundial de Barcelona (10 medalhas, sendo três de ouro), mas o resultado pode ser explicado por vários fatores. A maioria dos brasileiros da natação fez polimento para o Pan e não para o Mundial, Cesar Cielo (que ganhou dois ouros em Barcelona) estava machucado e Poliana Okimoto (um ouro em Barcelona) tinha mesmo traçado como meta a vaga olímpica.

AE

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