16 de julho de 2015

Em aeronave, prefeito joga coquetel molotov em ocupação do MST, mas avião cai e ele morre

A aeronave ficou completamente destruída após queda que matou prefeito (Foto: Reprodução/Inter TV dos Vales)
O prefixo da aeronave foi tapado com fita isolante. (Foto: Diego Souza/G1)
O prefixo da aeronave foi tapado com fita isolante 
(Foto: Diego Souza/G1)
Uma asa do avião foi parar a cerca de 200 metros do local da queda da aeronave. (Foto: Diego Souza/G1)
Uma das asas do avião foi parar a cerca de 200 metros do local 
da queda da aeronave (Foto: Diego Souza/G1)

Duas pessoas morreram, entre elas o prefeito de Central de Minas, após uma aeronave cair em uma fazenda em Tumiritinga, no Leste de Minas, na tarde desta terça-feira (14). A cidade tem 6.380 habitantes, e fica a cerca de 350 quilômetros de Belo Horizonte. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu em uma ocupação do Movimento Sem-Terra, na fazenda do prefeito de Central de Minas, Genil da Mata Cruz.

De acordo com o vice-prefeito Eneas Gonçalvez, Genil teria embarcado nesta tarde em direção à fazenda. Ele estaria pilotando o avião, acompanhado de outra pessoa. A funerária de Central de Minas confirmou a morte do prefeito, mas a outra pessoa ainda não foi identificada pela Instituto Médico Legal de Governador Valadares.

Segundo o tenente coronel da Polícia Militar, Célio Menezes, os moradores do assentamento afirmaram que a aeronave estava jogando coquetel molotov nas barracas do local, mas, segundo o tenente, isso ainda vai ser verificado.

A trabalhadora rural, integrante do MST e moradora do assentamento, Neurilane de Souza, garante que o local foi bombardeado por dois aviões por cerca de uma hora. “Estávamos no assentamento quando de repente dois aviões começaram a sobrevoar aqui soltando bomba em cima das barracas, e foi uma tensão danada durante quase uma hora. Quando um dos aviões caiu, o outro foi embora”, contou Neurilane.

O advogado da família do prefeito, Siranides Eliotério Gomes, disse que não tinha nenhuma informação dos ataques feitos contra os sem-terra. “Não tenho essa informação e repudio veementemente. O que pedi foi que ele apenas fotografasse a área invadida".

Siranides Gomes afirmou que estava preparando a ação de reintegração de posse nesta terça, por isso teria pedido o sobrevoo. "Falei com ele por volta de 13h30 e pedi ao prefeito que fizesse uma tomada aérea, fotografasse a área invadida para que eu pudesse anexar a petição inicial. Depois disso não tive mais contato com ele, até saber do acidente”, revelou.
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