24 de julho de 2015

Dos 187 imóveis que a Caixa vai leiloar no dia 30 de julho 15 são em Tenente laurentino Cruz

Empresa que realizará o leilão afirma que há descontos de até 70% do valor de mercado. Há mais detalhes disponíveis na internet
Empresa que realizará o leilão afirma que há descontos de até 70% do valor de mercado. Há mais detalhes disponíveis na internet

A Caixa Econômica Federal vai leiloar 187 imóveis que recebeu como garantias em contratos inadimplentes de “Alienação Fiduciária” no Rio Grande do Norte. O leilão está marcado para 30 de julho. Os imóveis estão distribuídos  em 33 municípios - a maioria deles em Parnamirim (28), Itajá (16), Ceará Mirim (15), Tenente Laurentino Cruz (15), Assú (15), Florânia (13) e Natal (12).  Serão ofertados, ao todo, 22 apartamentos, 159 casas, 2 Prédios Comerciais, 1 Fazenda e 2 Terrenos, “muitos com valores abaixo do mercado”, de acordo com a empresa que conduzirá o leilão, a Rj Leilões. 

“Os descontos podem chegar a 70% do valor de mercado”, afirma. Na capital, é possível encontrar desde uma casa com lance mínimo de R$ 75.450,00 até um prédio comercial por R$ 1.717.100,00, por exemplo. Os editais, com mais informações sobre os “lotes”, estão disponíveis na internet, nas páginas da Caixa (www1.caixa.gov.br) e da empresa  (www.rjleiloes.com.br), que conduzirá o leilão por meio do leiloeiro oficial Roberto Alexandre Neves Filho.

Também serão ofertados imóveis em Mossoró, São Gonçalo do Amarante, Ipanguaçu, Extremoz, Parelhas, São José de Mipibu, Janduís, Currais Novos, Carnaubais, Macaíba, Boa Saúde, Felipe Guerra, Areia Branca, Santa Cruz, Santo Antônio, Santana do Seridó, Acari, São Tome, Caraúbas, Poço Branco, Lagoa Nova, Martins, Luís Gomes, Pau dos Ferros, Apodi e Cerro Corá.

Participação
O leilão será realizado a partir das 9h do dia 30, no auditório do Hotel Maine, na Av. Senador Salgado Filho, 1791, Lagoa Nova, em Natal. Para participar, os interessados podem ofertar seus lances presencialmente, no próprio dia 30, ou online, através de cadastro realizado com antecedência de 24 horas do início do leilão, pelo site www.rjleiloes.com.br. 

A documentação necessária para participação, no caso de pessoa física, é CPF, RG e comprovante de residência (os mesmos documentos para o cônjuge, caso o interessado seja casado). Para pessoa jurídica, cópia do contrato social, estatuto social, cartão do CNPJ, RG e CPF do sócio administrador e procuração com firma reconhecida. 

Além destes documentos o interessado deverá ter ao menos duas folhas de cheque para pagamento do sinal no percentual de 5% sobre o valor do arremate e outro para pagamento da comissão do leiloeiro no mesmo percentual. 

O pagamento restante deverá ocorrer em até 5 dias úteis na agência da Caixa de escolha do arrematante e poderá ser realizado à vista, com recursos do FGTS ou por meio de financiamento - haverá possibilidade de financiar até 80% do valor da compra em até 360 meses pela própria Caixa.

Para compra com financiamento ou recursos do FGTS o cliente deverá se inteirar das condições em agências da Caixa. 

Oportunidade e cuidados para quem quer arrematar:
Dicas para comprar a casa própria ou outro imóvel em leilão

O preço baixo é o grande atrativo para a aquisição de um imóvel em leilão, mas antes de realizar a compra é necessário tomar algumas precauções, orienta a Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

“Por mais que as facilidades da aquisição sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento e uma pesquisa minuciosa da propriedade”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA.

Confira algumas 12 dicas da associação para quem decidiu comprar a casa própria em leilão:

1. Leia o edital com atenção. No documento, o interessado deve se certificar sobre a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes;

2. Verifique se o imóvel ainda está ocupado. Mesmo com uma carta do arrematador, o novo dono pode enfrentar demora na Justiça para despejar os antigos moradores. Para não correr risco, é bom dar preferência aos bens desocupados;

3. Pesquise se há ações judiciais relacionadas à casa leiloada, o que  pode gerar mais espera para tomar posse do bem;

4. Visite o imóvel com antecedência, para apurar suas condições. É importante contar com o auxílio de um engenheiro para fazer inspeção minuciosa;

5. Faça um levantamento das dívidas deixadas pelo ocupante anterior, pois ficará a cargo do comprador a sua quitação. É possível pedir desconto no momento da compra;

6. Avalie as condições de venda e registre a propriedade em Cartório após o arremate. O adquirente será responsável pelo pagamento da taxa de registro e do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel.

7. Defina qual lance máximo você poderá dar. Para isso é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, veja qual é o melhor investimento;

8. Tome cuidado com a forma de pagamento. Caso opte pelo financiamento, o ideal é que as prestações não comprometam mais do que 30% da renda familiar. Além disso, confira se pode usar o FGTS no pagamento das parcelas. Também é bom ter cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra dificuldades imprevistas;

9. Considere que terá que arcar com despesas para a reforma do novo bem;

10. Reserve dinheiro para pagar, em torno de 5% do valor do lance, a comissão do leiloeiro no ato da arrematação;

11. Lembre-se que, nos contratos feitos pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), após o atraso de três prestações o dono do imóvel é notificado para realizar o pagamento, caso não pague perderá o bem. Já no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o aviso chega após 15 dias, se não for realizada a quitação das parcelas, será consolidada a propriedade em nome do agente financeiro e o imóvel poderá ir a leilão extrajudicial, ou seja, sem passar pelo juiz natural;

12. Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está fazendo um bom negócio.

Fonte: Tribuna do Norte

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