12 de junho de 2015

Seria a Rua “Zé da Rola”, em Florânia, um exemplo da evolução da criminalidade, consequente da omissão do Poder Público?

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Imagem de um dos homens baleados ontem, na Rua de “Zé da Rola”. Aquele local recebe pouca atenção do poder público.

Caro(a) leitor(a), segue abaixo uma mera visão/percepção particular, sem qualquer base científica, sobre qual seria o maior impulsionador da crescente violência que ora enfrentamos em nosso meio social.

Me baseio aqui – apenas como forma de exemplificar o problema como um todo – no fato ocorrido na noite de ontem, na Rua João Sérgio do Rego, conhecida popularmente por “Rua de Zé da Rola”, na Cidade de Florânia/RN, quando três homens sofreram tentativa de homicídio praticada por outros dois indivíduos.

Lembro bem, que anos atrás o vulgo daquela rua (Zé da Rola) já era cogitado nos meios policial e social da Cidade de Florânia, como sendo um local onde estava havendo situações pontuais de violência, começando a “quebrar” a fama de cidade pacífica que ora caracterizava Florânia.

Hoje, é com frequência que somos obrigados a publicar notícias de reiterados crimes (homicídios, tentativas, tráfico de drogas, roubo…) que acontecem naquele Município, sendo a maioria naquela rua ou envolvendo pessoas advindas dela. E isso me fez tentar entender o porquê de uma cidade, onde, até pouco tempo atrás, se respirava paz, hoje está, com bastante frequência, aparecendo negativamente nas páginas dos noticiários policiais.

A primeira resposta para tal questionamento, para muitos é fácil: o Tráfico de Drogas é o principal motivo para o crescimento dessa violência. E isso é uma verdade clara. Mas, será que ela é a única verdade? Será mesmo que o grito desesperado das vítimas da violência pela chegada da policia, resolveria o problema, por mais que a Polícia dispusesse de uma máquina para se teletransportar até o local da ocorrência e estivesse lá em segundos?

É claro que isso, mesmo que fosse possível, não resolveria o problema da violência, porque o crime acontece depois de preparado e “entranhado” em mentes vazias, e em um ambiente propício para ele.

Uma coisa é muito clara. Somos todos seres humanos, dotados de capacidade. O que é necessário, é que sejamos tratados igualmente, coisa que não acontece. Observe que as populações sem educação, infraestrutura, saúde, segurança, etc. são acometidas pela violência, pois é nesse meio que, normalmente, se instala o tráfico de drogas. Aí, cabe bem aqui, aquele conhecido ditado: “Mente vazia é oficina do diabo”.

Perceba, amigo(a) leitor(a), que todo esse texto acima escrito, é apenas para fundamentar minha opinião sobre os maiores – se não os únicos – culpados do caos que aí está: os homens que administram nossa Cidade, Estado, País. Isso não quer dizer, é claro, que, por causa disso, nós, cidadãos de direitos e obrigações, deixemos de fazer nossa parte para o bem da coletividade.

Também, faço questão de lembrar, que tomei a Cidade de Florânia, apenas como exemplo, para servir de base para um argumento, cujo problema engloba, acredito, todas as Cidades do nosso País. Por exemplo, para não fugir da minha realidade, temos, em Jucurutu, o Bairro Freitas, que, há alguns anos, era tido como um local de vida tranquila.

Lá, no entanto, deu-se início a situações delituosas, principalmente o tráfico de drogas. Daí, a população passou a clamar por maior presença policial. As polícias (Civil e Militar), estiveram lá e prenderam vários traficantes. Sabe qual foi o resultado disso? O tráfico de drogas naquele bairro tem aumentado a cada dia, chegando a atingir, não somente adultos e adolescentes, mas também crianças.

Baseado nisso, deixo aqui um questionamento: A quem se deve tamanha desordem social em nosso País? Cada um poderá refletir sobre a situação de violência em nosso meio – se quiser também, podem deixar o comentário em nosso espaço – e então tirar suas próprias conclusões sobre a origem e evolução da criminalidade.

Minha opinião, eu já tenho: Nossos administradores, há anos e anos, cruzaram os braços para as populações mais carentes, como se elas fossem merecedoras de tal falta de atitude. E, para a resolução do problema, todos sabemos o que deve ser feito, e teria que ter sido feito quando o Brasil tinha dinheiro: Educar, para conscientizar. Agora, o País, de fato, sem dinheiro, vamos rezar, porque mesmo havendo vontade neste momento, é complicado conseguir fazer algo que amenize o problema.

Fonte: Blog PM Jucurutu

Escrito por: José Walter Alves Clemente
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