11 de junho de 2015

Agentes encontram mais um túnel na Penitenciária de Alcaçuz, no RN

Túnel foi escavado no piso de uma das celas do Pavilhão 1 de Alcaçuz; areia retirada do buraco foi escondida no telhado da unidade (Foto: Divulgação/Coape)
Túnel foi escavado no piso de uma das celas do Pavilhão 1 de Alcaçuz; areia retirada do buraco foi escondida no telhado da unidade (Foto: Divulgação/Coape)

Agentes da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte, encontraram mais um túnel dentro da unidade. A escavação, segundo o diretor Eider Brito, foi descoberta na manhã desta quinta-feira (11) no piso de uma das celas do Pavilhão 1. "O túnel tem profundidade, mas não extensão. Ou seja, os detentos cavaram para baixo, mas ainda não tinha começado a cavar para os lados", explicou. A areia retirada do buraco foi escondida no telhado do pavilhão.

Em dezembro do ano passado, uma caverna foi encontrada sob o piso do Pavilhão 1 de Alcaçuz. Eider Brito garante que esta galeria não existe mais. "Toda a caverna foi concretada. Este túnel que nós encontramos nesta quinta é uma nova abertura", ressaltou. Já no dia 27 de abril, também a partir das celas do Pavilhão 1, um túnel gigante foi descoberto. Na ocasião, o diretor chegou a comentar: "Cabem várias pessoas em pé no buraco, tem cerca de 8 metros de profundidade e 15 metros de extensão no sentido do paredão da unidade", disse Eider. No túnel havia iluminação, ventiladores e escadas. "Um negócio profissional", acrescentou.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, na Grande Natal, e possui aproximadamente 1 mil apenados. "Somente no Pavilhão 1, são 260 internos", afirmou o diretor. Atualmente, em razão da superlotação, Alcaçuz está proibida de receber novos apenados.

Motins
A Penitenciária de Alcaçuz foi uma das mais afetadas pela onda de rebeliões que aconteceu no mês de março. A onda de motins no sistema pentienciário potiguar durou oito dias e atingiu pelo menos 14 das 33 unidades prisionais do estado. No mesmo período - de 11 a 18 de março - ônibus foram incendiados nas ruas de Natal. A suspeita é de que a ordem tenha partido de dentro dos presídios. O governo decretou situação de calamidade no sistema penitenciário e a Força Nacional foi enviada para reforçar a segurança nos presídios do estado.

Calamidade
No dia 17 de março, um dia antes do fim das rebeliões, o governo decretou situação de calamidade no sistema prisional do estado. A decisão permite que medidas de emergência sejam adotadas como forma de restabelecer a normalidade do sistema, incluindo a criação de uma força tarefa com poderes para autorizar a adotação e execução de medidas urgentes, como a construção, restauração das unidades parcialmente destruídas, reformas, adequações e ampliações com objetivo de criação de novas vagas.

G1 RN
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