18 de maio de 2015

Moradores de prédio no Rio atingido por explosão relatam medo; engenheiro diz que não há risco de desabamento

Luis Octavio Menezes, de 36 anos, contou que alguns andares desapareceram (Foto: Matheus Rodrigues/G1)
Luis Octavio Menezes, de 36 anos, contou que alguns andares desapareceram
(Foto: Matheus Rodrigues/G1)
Janela do prédio que explodiu caiu em prédio vizinho. (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Os moradores do prédio atingido por uma explosão no início da manhã desta segunda-feira (18), em São Conrado, na Zona Sul do Rio, relataram momentos de medo. O estouro ocorreu por volta das 5h50 e deixou pelo menos duas pessoas feridas. Segundo as primeiras informações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, há indícios de que o acidente tenha sido causado por um vazamento de gás. O edifício tem 19 andares e 72 apartamentos — todos eles foram danificados.

De acordo com José Alencar, que mora no 17º andar, a destruição se assemelhava com um ambiente de guerra. "Foi horrível, um cenário de guerra. Fui pegar o elevador e o elevador caiu. Cheguei no 10º andar e não tem 10º andar e você começa a entrar em pânico. Enfim, cenário de guerra. Eu não sei nem como está a garagem, mas a portaria está destruída. O meu maior temor é sobre a estrutura do prédio. Na hora que deu a explosão, ele não só abalou como ele deu uma recuada para baixo. Tem que fazer um parecer  para saber se vamos voltar ou não voltar. Temos que saber se esse bicho vai sair ou não", disse José Alencar.

De acordo com o produtor Luis Octavio Menezes, de 36 anos, as cozinhas de três apartamentos desapareceram. "Minha mulher estava dormindo e eu estava no escritório. Eu vi que tinha muita fumaça no meu apartamento. Eu só desci quando eu vi o estado do meu corredor e por causa da fumaça. Quando eu fui descendo, eu fui vendo o nível do estrago. Do 1101 até o [andar] nove, tudo desapareceu. Eu acho que estourou a tubulação de gás, e quando explodiu foi para baixo e para cima", relatou.

Sem risco de desabamento
O engenheiro da Defesa Civil, Daniel Guerra, descartou o risco de desabamento. "A nível de estrutura integral do edifício não há risco de desabamento. Com o impacto, as lajes entre os pavimentos são muito finas então algumas tiveram colapso parcial. Então tem muito peso em cima das lajes onde elas foram depositadas. Então primeiro tem que ser retirado todo esse entulho, demolir essas lajes que romperam e ainda estão penduradas. Vai levar um tempo, peço um pouco de paciência", solicitou Daniel Guerra.

Segundo Motta, o prédio foi evacuado para a segurança dos moradores. Eles desceram com documentos, pertences mais importantes e animais de estimação.

De acordo com os moradores, a explosão teria ocorrido no 10º andar, onde mora um alemão, que seria um dos feridos levados para o hospital. "Quando eu desci ele já tinha sido levado", contou uma moradora. O síndico do edifício afirmou que as vistorias e os laudos do prédio estão em dia.

Uma base foi montada no prédio ao lado para receber os moradores do edifício atingido pela explosão. O local será usado para passar as informações dos trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil.

G1 
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