27 de maio de 2015

Marin recebeu propinas de R$ 2 milhões por ano pela Copa no Brasil


José Maria Marin recebeu propinas de 2 milhões de reais por ano de parceiros comerciais para a realização da Copa no Brasil enquanto foi presidente da CBF. Na manhã desta quarta-feira, ele foi um dos presos na Fifa pela polícia suíça a pedido do FBI, a Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos. Segundo a investigação americana, a CBF cobrou propinas de parceiros para que tivessem o direito de transmissão dos eventos. O valor, porém, subiu quando Marin assumiu a presidência, em 2012. Marco Polo Del Nero, presidente atual da CBF, saiu em defesa de Marin, alegando que todos os contratos eram da época de Ricardo Teixeira.

Foi levantado também que a Nike pagou uma propina de 40 milhões de dólares (cerca de 127 milhões de reais) em uma conta na Suíça para fechar um contrato com a CBF para patrocinar a seleção brasileira. A informação faz parte da investigação conduzida nos EUA e que resultou na prisão de Marin.

Segundo o levantamento, o acordo avaliado em 140 milhões de dólares (cerca de 445 milhões de reais) rendeu em pagamentos paralelos e depositados no paraíso fiscal suíço. As suas duas empresas que teriam recebido o dinheiro seriam a Traffic Sports International Inc. e a Traffic Sports USA Inc., sediadas na Flórida (EUA). Ambas são citadas pela Justiça americana. Os suíços já indicaram que contas foram bloqueadas.

Del Nero se recusou a comentar o contrato da Nike. "Isso é algo antigo." O cartola participa de uma reunião de emergência em Zurique com dirigentes sul-americanos e disse que a responsabilidade pelos contratos é de Ricardo Teixeira. "Eu não sabia de nada."

Estadão 
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