15 de maio de 2015

De mau a pior: “Minha casa minha vida” terá mais de 900 demissões no RN


As seis empresas de construção civil que realizam obras do programa Minha Casa, Minha vida, do Governo Federal, no Rio Grande do Norte anunciaram que pretendem demitir cerca de 900 trabalhadores por falta de repasse de recursos pelo Ministério das Cidades. De acordo com os dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN) do estado, as empresas enfrentam dificuldade no fluxo de caixa pela ausência das verbas federais.

De acordo com o Carlos Luiz Cavalcanti, diretor de Comunicação e Marketing do Sinduscon, as empresas estão tendo que optar pelo pagamento de funcionários ou pela continuidade das obras. “As empresas tem enfrentado uma dificuldade muito grande no seu fluxo de caixa e consequentemente está tendo que reduzir os empregos para não parar totalmente as obras e principalmente demitir todos”, afirmou o diretor à reportagem do Bom Dia RN.

Ainda de acordo com o diretor, as demissões não estão confirmadas, uma vez que o sindicato ainda espera a liberação das verbas, no entanto, as demissões devem alcançar 20% dos cargos, o que corresponde a cerca de 900 pedreiros e ajudantes.

“Prioritariamente vamos demitir os operários que estão no período de experiência, aqueles que estão para completar 45 e 90 dias, até o limite de 20%”, explicou Carlos Luiz. Cerca de 4500 funcionários ligados ao ramo da construção civil estão em aviso prévio em virtude do atraso nos pagamentos e podem ser demitidos até o fim do mês de maio.

Além das demissões, os atrasos reflitirão na entrega das obras. Algumas delas estão em ritmo lento ou totalmente paradas. Segundo o Sinduscon, o atraso já é de 6 meses, mas pode aumentar caso o repasse não seja restabelecido. Ainda segundo o Sinduscon, a dívida das empresas já gira em torno dos R$ 25 milhões, enquanto o repasse do Ministério das Cidades gira em torno de R$ 7 a 8 milhões.
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