16 de abril de 2015

Presidente colombiano ordena regresso dos bombardeamentos às FARC

Militares colombianos transportam corpos dos soldados mortos em confronto com as FARC JUAN PABLO 

As Forças Armadas colombianas vão voltar a bombardear posições estratégicas das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A ordem foi dada na quarta-feira directamente pelo Presidente, Juan Manuel Santos, em resposta à morte de dez soldados numa emboscada realizada pelas forças rebeldes.

O ataque ocorreu durante a madrugada de quarta-feira na província do Cauca, a 80 quilómetros a sul de Cali – uma região na costa do Pacífico onde as FARC têm uma forte presença histórica. A versão dos acontecimentos difere entre o Exército e os guerrilheiros.

Os sobreviventes falam de uma emboscada feita pela coluna móvel Miller Perdomo, que actua naquela região onde é responsável pela exploração mineira ilegal. “A maioria dos meus companheiros estava a descansar (...), os que puderam reagir a tempo somos os que estamos aqui, a maioria perdeu a vida porque não conseguiu reagir”, disse um dos militares ao canal de televisão Caracol. O ataque foi levado a cabo por 15 guerrilheiros armados “com artefactos explosivos, granadas e armas de fogo”, contou Mario Valencia, comandante da Terceira Divisão do Exército.

Diferente é o relato feito pelas FARC, que, através de um comunicado, denunciam o “assédio militar do Exército”, ao qual responderam com uma “reacção legítima” do grupo. Pastor Alape, um dos dirigentes da equipa de negociadores, falando a partir de Havana, onde decorrem as conversações de paz, não afastou directamente a hipótese de se ter tratado de um ataque da autoria do grupo guerrilheiro. “Seja emboscada, contra-emboscada, assalto, ou o que quer que tenha sido, o que temos de ver é que há colombianos mortos, e isso é que é preciso travar.”

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