17 de abril de 2015

Pais do menino morto no atentado da Maratona de Boston são contra pena de morte para Dzhokhar Tsarnaev

O menino Martin Richard foi a vítima mais nova morta no atentado da Maratona de Boston, em 2013. Ele tinha 8 anos (Foto: Arquivo/AP)
O menino Martin Richard foi a vítima mais nova morta no atentado da Maratona de Boston, em 2013. Ele tinha 8 anos (Foto: Arquivo/AP)

Os pais do menino Martin Richard, vítima mais jovem do atentado à maratona de Boston, fizeram um pedido emocionado para que Dzhokhar Tsarnaev, culpado pelo crime, não seja condenado à pena de morte. O depoimento foi publicado pelo jornal Boston Globe nesta sexta-feira (17). Bill e Denise Richard são favoráveis a que seja feito um acordo com o advogado do réu para que ele cumpra prisão perpétua sem direito a condicional. Isso evitaria o sofrimento de relembrar a tragédia diante das sucessivas apelações sobre a decisão.

No texto escrito para o jornal, eles afirmam que somente quando o réu deixar de ser o centro das atenções, é que eles terão a chance de reconstruir suas vidas e sua família. Martin era o filho do meio do casal, eles também são pais de Henry e Jane. "Nós sabemos que o governo tem suas razões para decidir pela pena de morte, mas a busca incessante por essa punição pode levar anos de apelações e prolongar o sentimento de que estamos vivendo o pior dia de nossas vidas", afirmaram.

Uma das bombas que explodiu durante a maratona, em 2013, também deixou ferida a filha mais nova de Bill e Denise Richard. A menina perdeu uma perna e teve que passar por várias cirurgias. "Nós esperamos que os nossos dois filhos não tenham que crescer com a dolorosa lembrança do que passou, o que anos de recorrentes aparições do réu, sem dúvida, farão." 

Para eles, esse é o momento de acabar com a angústia que já dura dois anos, desde a morte de Martin, que tinha oito anos de idade. A CNN ouviu o júri popular que participou do julgamento de Tsarnaev e divulgou algumas opiniões. "Às vezes, a morte pode parecer a saída mais fácil. Tem os dois lados, eu acho", afirmou um homem que trabalha no departamento de água da cidade. 

"Eu sempre pensei que fosse contra isso, mas quando se pensa a respeito, as coisas mudam", afirmou uma assistente em uma empresa de advocacia. "Alguns crimes são tão abomináveis e algumas evidências tão convincentes que você pode mudar a opinião de um juiz sobre a pena de morte", disse uma professora de direito e corredora que estava na maratona no dia do atentado.

REVISTA ÉPOCA
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