23 de abril de 2015

Caminhoneiros voltam a bloquear três pontos na BR-163

Caminhoneiros voltam a bloquear três pontos na BR-163

Sem acordo com o Governo Federal quanto a aprovação de uma tabela de frete mínimo, nesta quinta-feira (23), os caminhoneiros voltaram a realizar paralizações em diversos pontos do país. Em Mato Grosso, o Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária Rota do Oeste registrou a partir das 7h22, três pontos de bloqueio na BR-163.

O primeiro deles, em Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá), no km 686, começou à meia-noite. Outros dois pontos em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), nos km 201 e 206 da BR-364, próximo ao trevo que liga a via à BR-163, também estão bloqueados. 

Caminhões, veículos de passeio, ambulâncias e caminhões com cargas vivas podem passar livremente. 

Há ainda a possibilidade de novos bloqueios no km 593 da BR-163, em Nova Mutum (268 km de Cuiabá), e no km 742, em Sorriso (420 km de Cuiabá). 

De acordo com a assessoria da Rota do Oeste, a concessionária está monitorando todo o trecho sob sua responsabilidade e aconselha aos usuários a evitarem estes locais.

Sem acordo
Em reunião entre a categoria e representantes do governo nesta quarta-feira (22) em Brasília, os caminhoneiros não conseguiram a aprovação de uma tabela de frete mínimo.

Ao ouvirem a posição Do ministro de Transportes, Antônio Carlos Rodrigues e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, os caminhoneiros abandonaram a reunião, protestando e gritando: “O Brasil vai parar!”. 

Eles esperavam que o governo considerasse a autorização de uma tabela de fretes, uma vez que já havia afastado a possibilidade de reduzir o preço do óleo diesel, outra reivindicação dos caminhoneiros, exposta na paralisação de fevereiro.

A tabela de frete mínimo, buscada pelos caminhoneiros, aumentaria em torno de 30% o valor do frete praticado hoje. Eles alegam que esse valor é necessário para cobrir os gastos com o transporte e protegê-los de oscilações do mercado que, segundo eles, costumam repassar a baixa lucratividade no preço do frete.

A tabela sugerida pelo governo seria apenas referencial, ou seja, não teria cumprimento obrigatório.

Com informações da Rota Oeste e Agência Brasil
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